Trajetória Gui de Brasília no futevôlei: a ascensão no futevôlei
Desde cedo, Guilherme Soares, mais conhecido como Gui de Brasília, demonstrava interesse por esportes. Ele começou a praticar atividades físicas com apenas 4 anos de idade e, desde então, manteve uma rotina intensa de treinos e aprendizado em várias modalidades. “Eu sempre quis experimentar de tudo, desde o futebol até o vôlei, basquete e natação”, relembra o atleta, que cresceu em Ceilândia, uma das regiões administrativas do Distrito Federal.
A infância de Gui foi marcada pela diversidade de esportes, graças aos projetos sociais que ele frequentava. No vôlei, modalidade que praticou ainda criança, ele já demonstrava aptidão, mas sua verdadeira paixão sempre foi o futebol.
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Uma virada imprevista na carreira
Aos 18 anos, Gui estava focado em sua carreira no futebol, jogando por equipes como o CFC de Brasília e o Taguatinga. No entanto, uma lesão no joelho interrompeu seu progresso. “Foi um momento muito difícil. Tive que parar de jogar e passei por meses de fisioterapia”, relata na participação do podcast Futevôlei Brasil TV.
Durante o período de reabilitação, sua vida mudou completamente. Foi na quadra de areia ao lado da clínica de fisioterapia que ele teve seu primeiro contato com o futevôlei. “Tudo começou por acaso. Um dia, enquanto fazia exercícios de recuperação, fui chamado para completar um time. Desde a primeira vez tomei gosto pelo esporte”, revela.
Gui começou a treinar futevôlei regularmente e, em pouco tempo, estava completamente imerso no esporte. “Eu me apaixonei pela dinâmica do jogo, pela técnica envolvida. Treinava de manhã até tarde da noite, sem parar”, lembra. Essa dedicação rendeu frutos rapidamente.
A transição para o profissional
Aos 19 anos, Gui já estava competindo em torneios nacionais. Ele atribui sua rápida evolução à rotina intensa de treinos e à disciplina. “Quando você se dedica de verdade, os resultados aparecem. Minha evolução foi mais rápida do que eu esperava porque eu vivia para o esporte”, destaca.
Gui encontrou inspiração no atleta Vinícius, um dos grandes nomes do futevôlei brasileiro. “Ele sempre foi meu exemplo. Assisti a muitos vídeos dele para aprender técnicas e movimentos. Ele foi fundamental para minha formação como atleta”, explica. Além de servir como inspiração, a abertura de sua dupla com Vinícius marcou um ponto de virada significativo em sua carreira, proporcionando-lhe a oportunidade de competir em níveis mais elevados no esporte.
O apoio de treinadores e profissionais foi essencial. Gui de Brasília faz questão de mencionar o técnico Nelinho, que o ajudou a refinar suas habilidades, e a equipe de fisioterapia, que o auxiliou na recuperação da sua lesão no ombro. “No esporte, ninguém chega ao topo sozinho. É preciso ter uma equipe que te apoie em todos os momentos”, afirma.
Desafios no caminho
Em janeiro de 2023, Gui encarou um novo obstáculo em sua carreira: uma lesão no ombro sofrida durante um campeonato em Santa Catarina. Apesar da gravidade do problema, decidiu apostar em um tratamento conservador. “A cirurgia era uma opção, mas optei por explorar outras alternativas primeiro.” Mesmo enfrentando desafios por ter que se ausentar das competições estando jogando no mais alto nível, sua determinação e dedicação ao processo de recuperação foram cruciais para seu retorno às competições.
Em outubro do mesmo ano, totalmente recuperado da lesão, ele retornou às quadras na etapa do TAFC #39, realizada em Teresina, ao lado de seu parceiro Tavinho. A dupla retomou o ritmo competitivo, alcançando posições de destaque e liderando importantes competições nacionais, especialmente ao longo de 2024.
Conquistas Gui e Tavinho em 2024

Os melhores do futevôlei na visão de Gui e sua jornada de evolução em quadra
Gui compartilhou sua visão sobre os cinco melhores atletas da atualidade no futevôlei, destacando que sua opinião reflete apenas uma perspectiva pessoal e que não segue uma ordem específica. Para ele, nomes como Tavinho, Sandrey, Brisa e Amauri estão entre os mais notáveis, embora reconheça que há muitos jogadores talentosos, o que torna difícil limitar a lista. Gui mencionou que o nível técnico dos atletas hoje é tão alto que seria possível formar um “top 10 gigantesco”.
Ele também comentou sobre a evolução de seu próprio estilo de jogo, lembrando que, no início, era mais contido, mas com o tempo ganhou confiança, chegando até a criar comemorações características, como o famoso “dedinho”. Sua dica para quem busca se soltar mais em quadra é viver as experiências, pois a evolução acontece naturalmente com o passar do tempo.
Visão de futuro no futevôlei
Com apenas 24 anos, Gui de Brasília tem grandes aspirações, entre elas, conquistar um título mundial. Esse é o único troféu que falta para completar sua coleção, e ele está focado em transformar esse sonho em realidade. Sua determinação e busca constante pela excelência refletem seu desejo de alcançar o mais alto nível no esporte que tanto ama.
Atualmente, Gui reside em São José dos Campos, dedicando-se integralmente ao futevôlei. Ele organiza sua rotina entre treinos intensivos, competições e aulas, desempenhando um papel importante na formação de novos talentos da modalidade.
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Grande parte deste artigo foi retirado da entrevista cedida po Gui de Brasília ao podcast Futevôlei Brasil TV#012. Saiba mais na entrevista completa:




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